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Archive for the ‘Nerd Nonsense’ Category

A uma semana atrás eu anunciei minha volta e… Sumi. Com toda a cara-de-pau que Deus me deu eu vou simplesmente ignorar este hiato e continuar com a minha volta, como se absolutamente NADA houvesse acontecido.

Bonito não?

Seguinte, hoje aqui em casa eu estava indo preparar meu miojinho, isto porque eu havia me esquecido de jantar – fato corriqueiro na minha vida – quando me dei conta de uma coisa interessante: alguém além de mim já percebeu que o ser humano tem certo defeitos de fabricação no cérebro?

Eu não estou me referindo à atitudes vestigiais (tipo procurar por uma fêmea de ancas largas ou ter medo de altura ou gostar de sentar ao redor do fogo) eu estou me referindo a defeitos MESMO. Como quando seu iPod está com um bug e toda vez que você avança uma música ele toca a macarena.

Sim, o ser humano TEM este tipo de (se me permitem a analogia EXTREMAMENTE NERD) bug de software. Eu por exemplo: quando estava alí preparando o singelo miojo notei que, sem pensar nem nada estava cantando animadamente “eye of the tiger” do Survivor e mais, esta é uma música que:

a) Eu mal sei a letra;

b) Acompanho de ouvido MUITO mal;

c) Eu não sou lá tão fã…

Claro que perceber isso me fez refletir mais uma vez sobre a minha parca sanidade e ter certeza que mais lá pra frente na minha vida eu vou envergonhar minha família de alguma maneira que eu jamais poderia imaginar.

Pulando este detalhe depressivo eu pude avaliar que realmente, alguma coisa no meu cérebro associava “fazer miojo” com “Rocky Balboa”, se isso não é um defeito, eu não faço IDÉIA do que pode ser um.

Se bem que podia ser bem pior. Pense bem, pense como seu defeito de fabricação poderia ser destrutivo se fosse uma associação entre sodomismo e enlatados…

“Deixa eu ver aqui… Um saco de arroz, um de feijão, pacote de macarrão… Ah sim eu também tenho que pegar o molho de tomat… AI MEU DEUS EU TENHO QUE DAR MEU CU. A – G – O – R – A!!

Isso sim seria algo ruim.

Pense nisso. E pense também se eu podia ter escrito alguma coisa PIOR do que isto aí.

(e o que aconteceu com as resenhas nérdicas? Pergunte ao meu HD que pipocou…)

Comentário do outro autor

Melow Diz:
…E eu canto, sem perceber, “Don’t Stop Belivin'” no busão #prontofalei

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Nos meus tempos de ôdeefe eu costumava ser bom em uma coisa: começar a escrever sobre porra nenhuma e acabar escrevendo sobre alguma coisa, mesmo que essa coisa fosse completamente imbecil e nonsense.

Com tanto tempo afastado da prática de escrever textos aleatórios em uma escala quase diária eu acabei me tornando uma putinha da famigerada “inspiração”. O problema é: inspiração feita de epifanias não existem. Tipo, obviamente quando você vai passear pelo parque e vê um grupo de marombeiros malhando naqules cantos peseudo-academias com alteres feitos de cimento e barras de ferro de tamanhos diferentes e você acaba tendo a inspiração pra escrever um texto sobre a parada gay ou o efeito diminuidor de bolas dos anabolizantes, mas estar em casa parado sem fazer caraio nenhum com toda certeza não vai te dar inspiração pra escrever nada. Este problema gera uma bola de neve que pode ser explicada pelo seguinte infográfico feito rapidamente no paint pelo vosso humilde interlocutor e futuro empregado da redação da Superinteressante:

4 So absolutely fucking True…

Por este motivo eu acabei perdendo parte daquele instinto maroto de arranjar um assunto enquanto escrevia alguma besteira. Claro que quando eu fazia isso só uma pequena parte dos textos me agradavam, mas por incrível que pareça tinha gente que gostava da maioria, bom, fazer o que né?

Bom, fato é que enquanto eu botava essas letrinhas no notepad eu me toquei que dentro de mim eu ainda estava sentindo um certo desconforto e, aliviado por não ser gases pude constatar que era uma raiva. Mas raiva de que? Vocês me perguntam. Do cinema ao qual fui ontem, mais específicamente das pessoas que lá estavam. E para exemplificar com mais precisão eu decidi fazer uma pequena lista com os piores estereótipos do cinema, possivelmente eu vou deixar escapar algum mas, na minha concepção, esses são os que mais apertam meu saco:

1 – O cara que acha que o lançamento desse filme é o acontecimento do ano:
Idade do pentelho: Qualquer idade.
Sexo do pentelho: Qualquer sexo.

Este é o estereótipo mais abrangente de todos, ele pode ser você daqui a um ano ou a sua irmã daqui a três meses, não interessa, todo cara que acha que o lançamento do tal filme É o acontecimento do ano age do mesmo jeito.

Primeiro é a euforia na fila, seja pra comprar o bilhete ou para entrar na sala. Esse sujeito fala o tempo todo e quase sempre sobre algo relacionado ao filme, seja para comentar como o mundo de Tolkien é ABSOLUTAMENTE perfeito e sem falhas, além de ser muito maior do que o filme sugere ou pra soltar aquel fun fact maroto das gravações do filme (quando é uma trilogia ou uma sequência é pior ainda), como daquela vez no primeiro filme do Indiana Jones que o Harisson Ford pegou uma diarréia e pediu pra cortarem a cena na metade, putz, cara, foi muuuuito hilário né véi? Não. Pelo menos não na fila do cinema.

Fila é um lugar chato, desagradável e inconveniente, que foi inventado somente pelo fato de que nossa física não permite que dois corpos ocupem o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, por isso ninguém fica contente numa fila, eu não quero ouvir histórias divertidas dos outros numa fila. Eu quero esperar numa fila pra poder entrar na sala do cinema, ponto.

Outro detalhe que irrita nesse sujeito é que ele é o cara que aplaude o filme (no início ou no fim) que faz comentários em voz alta sobre a relação do filme com a obra original (livro, gibi, etc) e ele vai se dividir em dois subgrupos:

1.1 – O cara que acha que o lançamento desse filme é o acontecimento do ano e GOSTOU DO FILME:

O que significa que quando você for assitir o filme já vai ser a terceira vez que ele está assistindo e que ele vai comentar sobre coisas que vão acontecer cinco ou dez minutor mais a frente, vai falar junto com o personagem algumas palavras ou “advinhar” o final das frases de efeito, ou até responde-las.

*Filme* “Luke, I am your father!”
*Maluco do seu lado* “NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!”

1.2 – O cara que acha que o lançamento desse filme é o acontecimento do ano e ODIOU O FILME:

Esse só deve assitir o filme uma vez. Vai ficar reclamando do filme o TEMPO TODO, falar das falhas da adaptação da história em voz alta, rir nos momentos de tensão e dizer que “no livro dava muito mais medo” além de que no final do filme ele provavelmente vai berrar algo como “que merda!” e vai embora. Perceba que esse cara é um pouco menos incômodo do que o cara que gostou do filme, e por isso eu acabo sempre torcendo que as adaptações do cinema sejam sempre abaixo das expectativas dessa galera.

Agora, se o cara tá indo ver o filme pela segunda vez, a contragosto porque foi arrastado pelos amigos, meu amigão, saia da sala, porque este seujeito vai fazer a mesma coisa que o caso anterior, só que com mais frequência, debochando do filme, vai querer que todos na sala pensem como ele e ainda vai se achar no direito de fazer todo esse drama, afinal de contas “Estragaram a minha obra favrita!”.

2 – Barulhentos:
Idade do pentelho: Praticamente qualquer idade, porém mais frequentemente crianças
Sexo do entelho: Homens predominam, ams se o caso for histerismo, mulheres ganham.

Este não precisa nem de muito detalhamento, é aquele cara que parece que veio pra sala para evitar que a sua experiência cinematográfica não chegue perto de ser agradável: Ele abre pelo menos doze sacos dos mais variados petiscos, ele fala nas horas inapropriadas (se for uma criaça é bem possível que grite nas horas mais inapropriadas), batuca na cadeira da frente chama o Maurício pra falar do cabelo da Patrícia e contar uma piadinha sobre a blusa esquisita do Roberto, enfim, não para de fazer barulho um maldito segundo na porra do filme, dando em você a vontade de pegar o canhoto do filme e socar goela abaixo do maldito e depois ir embora da sala.

3 – Brigões:
Idade do pentelho: Normalmente um zé-mané de meia idade.
Sexo do pentelho: Homens na maioria das vezes.

Você já deve ter presenciado esse cena. Você resolve assistir uma animação ou um filme cuja tarja é Livre, se conscientiza que lá dentro haverão dezenas e mais dezenas de criaças e que elas simplesmente não conseguem ficar quietas. Anestesia seu próprio saco, engole toda a raiva do mundo e entra na sala, disposto a suportar seja lá que atrocidade um monte de crianças juntas possam fazer.

Mas tem lá um imbecil, normalmente desacompanhado, que senta numa das filas do meio, do lado de uma senhora e seus dois filhos melequentos. Lá pras tantas o filho pequeno começa a chorar ou uma das criaças começa a implicar coma  outra e, num ataque de total ódio e fúria que somente o Michael Douglas num dia de fúria poderia nos demonstrar, começa a BRIGAR COM A CRIANÇA, aos berros mesmo e ao ponto de se levantar, exigir que os pais e os pentelhos saiam dali.

Não é preciso dizer que além do tom cômigo da briga é bastante chato você estar numa sala que rola um barraco, afinal de contas até alguém parar o filme, acender as luzes e chamar um segurança botar um dedo no rabo do cara e mandar ele vazar da sala você vai perder algum tempo do filme com os berros e os choros.

É engraçado, mas é um saco.

Bom, esses são os tipos que mais me encomodam numa sala de cinema. Eu me esqueci de algum que você detesta? Então manda aí nos comentários.

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Outro dia eu estava indo pra casa da namorada, cumprindo com minha procissão costumeira, isto porque minha dama mora a dois municípios de distância de mim e eu tenho que, LITERALMENTE pegar uma estrada toda vez que nos vemos, quando parei num sinal no meio do caminho. Na maior parte do caminho até a casa dela não existem muitos sinais e este é o maior benefício de dirigir numa estrada: o trânsito é sensivelemnte menos caótico (algo absolutamente maravilhoso na região campeã em maus motoristas no mundo: o Grande Recife).

O fato é que ao parar no sinal avistei de longe quele grupo de pessoas reunidas ao lado do semáforo propriamente dito, rápida olhada, todos vestidos de branco, ou eram de um grupo promovendo a paz no trânsito ou eram um grupo de crentes arrecadando uma grana pra comprar um lote no céu, torci cá com os meus botões que fosse mesmo uma campanha do DETRAN e fiquei de butuca olhando por cima do retrovisor externo. Uma segunda olhada e percebo que o grupo era composto 97,3% por mulheres que trajavam saias compridas e usavam cabelo preso, não trajavam sequer um acessório, maquiagem ou qualquer outra coisa que sugerisse que aquelas pessoas possuiam qualquer tipo de vaidade, queda da ficha: grupo de crentes.

O maior problema do grupo de crentes não é o olhar de “burn in hell” que eles mandam pra você quando você sacode a cabeça e diz que deixou os útimos trocados com os viciados do sinal anterior ou o fato de que sempre é um grupo desnecessáriamente grande, grande o suficiente para  que, caso um deles realmente não goste de você, possa siplesmente virar o seu carro e tacar fogo na sua bunda, e tudo o que você poderá fazer e implorar pra que eles façam com carinho. Não, absolutamente, a PIOR coisa que existe em relação ao grupo de crentes arrecadando dinheiro no sinal é o fato de que nas entrelinhas eles estão “vendendo a palavra de Deus”. É sempre a mesma parada: a mulher chega toda sorridente, entrega um santinho, você inocentemente pega um e então ela levanta a sacola e diz “A palavra de Deus”. Não sei vocês mas toda vez eu fico meu cabrero de negar e praticamente dizer, de uma maneira não-verbal “Ná, porra ninhuma, a pavra de Deus não vale nada não, pede pro cara alí atrás, ó, ele tem cara de otário…” sério, eu apesar de tudo tenho lá minha religiosidade e não gosto muito da idéia de ganhar um ticket “Free Blasphemy” no dia e cavar mais alguens centímetros pro inferno por causa de uma paradinha no sinal. Podem me chamar de anormal, mas eu realmente fico lá meio cabreiro.

Mas este dia foi especial, afinal eu tava lá de olho e pá, mas, sabe quando você se concentra tanto que você acaba viajando? Pois é, rolou comigo e quando eu menos esperava catuca no vidro do carro uma crente, eu acordo da minha viagem e olho pra ela, ela sorri fala alguma coisa (obviamente era “A palavra de Deus” mas eu resolvi conferir), baixei o vidro um pouco e ouvi “A palavra de Deus!” dou um sorriso meio amarelo e pego o santinho e, antes que eu pudesse dizer que tava sem grana, abre-se o sinal e eu ganhei um passaporte para a liberdade, joguei o santinho no banco do carona e só dei uma olhada por curiosidade quando parei de novo num sinal já bem longe dalí.

De um lado aquelas mensagens que TODOS esses santinhos têm.

Do outro…

2

Preciso dizer que eu ganhei meu dia ali e ri feito um maluco por mais de uma hora?

Ná…

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Pelas últimas, sei lá, quatro semanas, eu fui atormentado pelo megafumo que é o combo internet problemática + falta de grana + preguiça vacacional. Este combo terrível foi responsável por uma série de problemas que me afastaram de internet, afinal tornava minha navegação na interwebs broxante demais para ser descrita com palavras.

O negócio é que, com este fato eu ganhei uma desculpa magnífica para não fazer NADA nos dias em que eu ficava em casa, e para alguém que aprecia o ócio, mesmo que inconscientemente, uma desculpa para praticá-lo é sempre bem vinda. Com isso o concerto da internet aqui de casa acabou sendo cada vez mais adiado e na hora que começou a incomodar todo mundo o bicho acabou pegando de verdade. Resultado: criei coragem e resolvi ir atrás da resolução dessa porra, até este momento que escrevo este texto nada foi resolvido, mas não deve tardar muito agora.

Mas será que você leu bem? Sim, você leu, você, meu caro leitor, está apreciando um texto vindo diretamente de um passado remoto e sombrio, onde vosso redator não tinha internet.

E porquê isso? Bom eu saquei o que uma criança de 12 anos de idade, portadora de uma grave paralisia no lóbulo superor direito do cérebro e recém saída de uma experiência que a ela proporcionou um stress pós traumático teria percebido à pelo menos uma semana atrás: é melhor eu escrever meus posts devagar do que simplesmente NÃO escrevê-los. Esta epifania reveladora também veio junto com a lembrança de dois amigos meus (incluindo o co-autor desta bagaça) que haviam me indagado “Porque você não escreve as porras dos posts no bloco de notas?”. Com isto acabei dando início à estocagem de posts do período sombrio.

Este aqui é só o post introdutório deesta saga, que eu não faço idéia de quantos posts vai ter. Espero que não muitos, afinal, quanto mais posts eu fizer aqui, mais tempo eu fiquei sem internet (que porra de tempo foi esse que eu usei nessa frase?).

E esse é o início da saga do M.P.S.S.I.

Obs: A idéia era que eu só postasse quando a net voltasse, mas por pressão eu acabei aceitando o sacrifício de upar essa intro.

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Abandono…

Pois é, bando de filhos da puta, me abandonaram aqui.

Quando começaram era um tal de “vamos postar todos os dias” e “este blog vai ser uma beleza!” e cadê? Porra nenhuma… É só o Motta começar a se foder um pouquinho nas provas e tcharã! Some. No barco vai o Melow que sumiu sabe Deus porque…

Mas eles é que se fodam, pior fica pra mim, que não tenho com quem reclamar por aqui.

A boa (mais ou menos) notícia é que o Motta deve estar voltando segunda-feira caso ele tenha conseguido dar sorte nas provas de penal e no trabalho de metodologia dele, e o Melow me disse que é provável que role um post amanhã…

Tô pagando pra ver, afinal de contas, eu não tenho muito o que fazer mesmo…

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Não era minha intenção voltar a postar aqui tão cedo, mas o Motta não se da bem com provas e esta com pouco tempo para postar pois esta estudando então ele pedio que vinhesse aqui para desculpar-se por ele.
Pois então, não vamos desculpa-lo.
Infografico, entenda por que Motta não consegue postar e estudar ao mesmo tempo.

Não era minha intenção voltar a postar aqui tão cedo, mas o Motta não se dá bem com provas e está com pouco tempo para postar pois esta estudando então ele pediu que viesse aqui para desculpar-se por ele.

Pois então, não vamos desculpa-lo.

Infografico, entenda por que Motta não consegue postar e estudar ao mesmo tempo.

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O post a seguir faz parte da proposta de repostar os posts mais clássicos do meu antigo post, o Ôdeefe. Não tem nada a ver com preguiça (bom, talvez só um pouquinho) e sim com um jeito de não me fazer perder de vista os posts que eu mais gosto e que acredito que os novos leitores do Eidagarai! vão gostar.

Além disto, o post aseguir também retrata algumas das minhas grandes babaquices e momentos “Owned” desses últimos anos… Coisas que eu hoje rio pra caralho, mas que na época me deram uma raiva do caralho de mim mesmo, principalmene por eu não sofrer de amnésia alcoolica, me fazendo lembrar de quase todos os pequenos detalhes das minhas desventuras entopecidas pelo álcool. Coisas que podiam ser facilmentes evitadas, simplesmente se eu prestasse atenção no fato que o alcool não faz de você uma pessoa All cool (ok, caralho, esse foi o PIOR trocadilho da minha vida… vou colocar o post logo por aqui antes que eu continue escrevendo esse tipo de atrocidade…)

(Novamente eu aviso aqui: O post sofreu algumas pequenas alterações em relação ao original, pra deixar mais bonito ou simplesmente corrigir errinhos…  O post é meu então dane-se)

— Top 3 Desventuras de Bêbado —  14/ de maio de 2008

Bom depois do meu post de ontem* algumas pessoas me perguntaram como eu havia me “acidentado” e por que eu classificava isso como uma “estupidez colossal”.

Ao invés de responder isso diretamente eu resolvi criar um “Top 3 merdas que podem acontecer com você quando você enche o rabo de cana”.

O por que disso é o fato deu estar bastante acostumado com as diversas merdas incrivelmente absurdas que eu mesmo faço quando estou completamente bêbado (fato cada vez menos recorrente, graças à bênção divina, e uma ressaca moral filha da puta), essas coisas acontecem com tanta freqüência que eu cheguei até a estabelecer uma máxima: Sempre que eu beber ao ponto de não sentir as extremidades do meu corpo eu me foderei. E é balela.

Abaixo eu relatarei algumas das piores coisas que acontecer com você no momento de completa embriaguez (eu excluí casos em que você atinge o óbito ou a paralisia parcial ou total do corpo pelo fato de nunca terem acontecido comigo, o que tornaria o relato menos verossímil).

1. Cair de pé de uma altura pouco relevante na frente dos presentes e AINDA assim machucar-se de forma considerável.

Este tipo de estupidez é bastante freqüente e se classifica entre aquelas que “Não desaparecem NEM com o fim da ressaca alcoólica, NEM com o fim da sua ressaca moral” seus danos normalmente permanecem ao longo de uma ou duas semanas, lembrando você constantemente que você não só pagou um vexame na frente de um número considerável de pessoas, como também conseguiu ficar uma semana sem poder andar direito.

Comigo:

Esta situação ocorreu de forma menos destrutiva, mas mesmo assim as seqüelas foram inevitáveis. Afinal uma pessoas que chama a atenção para si mesmo, em meio à uma reunião de amigos, para pular de um batente de 15 centímetros e AINDA ASSIM consegue torcer o tornozelo, não pode ser considerada alguém inteligente. Na verdade eu não consideraria uma pessoa dessas ser capaz de amarrar os próprios sapatos de manhã.

As seqüelas:

Preciso citar o fato de que não pude andar normalmente por uma semana e meia? Acredito que não. Os demais efeitos de minha estupidez variaram entre a fama de “bêbado idiota” à uma tentativa fútil de explicar aos meus pais que eu não havia torcido o pé bebendo com meus amigos e sim “numa entrada duríssima que eu havia sofrido no futebol”, ninguém neste planeta, que seja completamente são, joga futebol às 10 horas da noite de uma terça-feira, exceto os próprios jogadores profissionais (que o fazem mediante pagamente, e somente por isso), desta maneira nem mesmo eu acreditei numa mentira deslavada como essa.

2. Chutar um objeto significantemente pesado com uma força exorbitante.

Mais uma das maravilhosas panaquices que você pode executar assim que o álcool atinge o seu cérebro. Basta um motivo idiota (querer parecer macho perante o público local ou tentar imitar Lindomar o sub-zero brasileiro) e pronto, você toma distância e parte rumo à própria obliteração. Basta um milésimo de segundo após o impacto para você realizar que aquela foi uma estupidez que poderia ter sido evitada sem esforço algum.

O mais maravilhoso desse tipo de coisa é que a dor somente se manifesta durante aquela caminhada que você resolveu dar no dia seguinte e sente uma dor lancinante vinda do seu tornozelo/pé/dedão esquerdo, então você lembra-se do berro de dor que deu no meio das pessoas e como caiu vergonhosamente no chão perante todos.

Comigo:

Não preciso nem dizer que eu chutei a coisa mais idiota para se chutar no mundo: uma parede. Com o pé avesso ao que eu havia torcido cerca de 6 meses antes eu enfiei uma senhora “pezada” na parede do playground de um amigo meu, que foi seguido de um sonoro “PUTA QUE O PARIU POR QUE EU FIZ ISSO?” e uma dor alucinante.

Melhor foi o frase que antecedeu o incidente: “Porra véi, é foda, toda vez que eu bebo eu acabo me fodendo!**” e pá, chutão na parede do meu lado. Lamentável…

**Olha a lei aê

As seqüelas:

Uma dor escrotérrima no meio do meu pé por uns três dias e a lembrança de uma atitude extremamente idiota em público. Nada mais é necessário para que você sinta-se um jumento.

3. Cair, desta vez de uma altura considerável, de forma dolorosa e humilhante e OBVIAMENTE machucar-se de forma agravada.

Este é o ponto em que uma coisa pior só poderá acontecer se você resolver amarrar uma corda nos pés, tirar a camisa e se atar à um carro em movimento, pois tirando isso esta é a PIOR situação em que você poderá estar inserido quando bebe. Todos os sintomas anteriores se situações negativas se manifestam num caso destes e tudo (ou quase tudo) o que você julgava que jamais poderia acontecer com você, acontece.

Para a minha concepção, uma considerável é “Algo do qual você acharia bastante desagradável cair, seja de qual jeito for”. Logo o mundo que cerca as festas não está literalmente REPLETO de alturas destas de forma acessível, fato este que implica que o bêbado BUSCOU, QUIS e DESEJOU se foder e acabou se fodendo mesmo.

Comigo:

É aqui que entra a minha maravilhosa peripécia. Eu, contente e completamente embriagado, na PRIMEIRA festa da minha maravilhosa faculdade resolvi que se todos estavam pulando na piscina eu não poderia ser o único de fora dessa putaria.

É aqui caros amigos, que vocês devem verificar quem está do seu lado quando você estiver bebendo, pois num lampejo de lucidez eu me virei para meu colega (cujo nome será trocado por X para que o somente o próprio filho da puta e aqueles que presenciaram o feito conheçam sua alcunha) e disse: “X!! Me segura! Que eu vou pular e vou me foder!” X, com toda a sua sabedoria e filhadaputagem, aconselhou-me, sem sequer um traço de remorso no rosto: “Vai Motta! Pula com tudo!”. Encorajar um bêbado à fazer uma estupidez é como amarrar um porco vivo à uma bomba, você sabe que aquilo só vai resultar em tripas voadoras e muita merda, porém se você estiver à uma distância segura será muito divertido de se observar. Então eu fui à direção da piscina e, ignorando completamente um ALAMBRADO cuja altura regulava com a minha cintura, virei em uma queda sensacional perante todos os meus coleginhas de curso acertando o chão com minha cara. Aqui vai uma dica, quando você for sofrer um acidente deste naipe, certifique-se de estar tão bêbado que a dor será ignorada pelos seus receptores cerebrais.

Aqui vai um pequeno quadrinho para ilustrar quem não conseguiu captar a imbecilidade do ato:

tirinhadentePowered by Paint.

As seqüelas:

O resultado disto tudo são 3 meses de dentista (que ainda não se encerraram) um apelido na faculdade, uma fama de bêbado, um remorso bizonho, uma lição de moral (porra! Eu odeio lições de moral!) e uma vontade de dar um soco na cara de X. Isso sem contar os inúmeros vômitos no carro do meu pai que eu dei no dia.

É verdade que outras mazelas podem ocorrer com você quando você bebe, mas a maioria delas serão resultados de merdas que você fala ou que você faz para com os outros presentes e serão esquecidas na manhã seguinte ou pelo menos não vão deixar uma mancha roxa na batata da sua perna.

E que moral pode-se abstrair disso tudo? Quando estiver completamente embriagado, bêbado como um gambá (essa frase poderia ter sido suprimida, mas eu sempre quis usar a expressão “bêbado como um gambá” num texto) e tiver que escolher entra pular de algum lugar e falar algo altamente inapropriado para alguém, escolha dar aquela cantada escrotérrima na mãe da aniversariante.

*Reclamava do tempo que eu estava passando no dentista, tá aqui o link.

E não se acanhem: Comentem! vocês leitores são o nosso termômetro.

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