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Archive for the ‘Nerd Watcher’ Category

Nos meus tempos de ôdeefe eu costumava ser bom em uma coisa: começar a escrever sobre porra nenhuma e acabar escrevendo sobre alguma coisa, mesmo que essa coisa fosse completamente imbecil e nonsense.

Com tanto tempo afastado da prática de escrever textos aleatórios em uma escala quase diária eu acabei me tornando uma putinha da famigerada “inspiração”. O problema é: inspiração feita de epifanias não existem. Tipo, obviamente quando você vai passear pelo parque e vê um grupo de marombeiros malhando naqules cantos peseudo-academias com alteres feitos de cimento e barras de ferro de tamanhos diferentes e você acaba tendo a inspiração pra escrever um texto sobre a parada gay ou o efeito diminuidor de bolas dos anabolizantes, mas estar em casa parado sem fazer caraio nenhum com toda certeza não vai te dar inspiração pra escrever nada. Este problema gera uma bola de neve que pode ser explicada pelo seguinte infográfico feito rapidamente no paint pelo vosso humilde interlocutor e futuro empregado da redação da Superinteressante:

4 So absolutely fucking True…

Por este motivo eu acabei perdendo parte daquele instinto maroto de arranjar um assunto enquanto escrevia alguma besteira. Claro que quando eu fazia isso só uma pequena parte dos textos me agradavam, mas por incrível que pareça tinha gente que gostava da maioria, bom, fazer o que né?

Bom, fato é que enquanto eu botava essas letrinhas no notepad eu me toquei que dentro de mim eu ainda estava sentindo um certo desconforto e, aliviado por não ser gases pude constatar que era uma raiva. Mas raiva de que? Vocês me perguntam. Do cinema ao qual fui ontem, mais específicamente das pessoas que lá estavam. E para exemplificar com mais precisão eu decidi fazer uma pequena lista com os piores estereótipos do cinema, possivelmente eu vou deixar escapar algum mas, na minha concepção, esses são os que mais apertam meu saco:

1 – O cara que acha que o lançamento desse filme é o acontecimento do ano:
Idade do pentelho: Qualquer idade.
Sexo do pentelho: Qualquer sexo.

Este é o estereótipo mais abrangente de todos, ele pode ser você daqui a um ano ou a sua irmã daqui a três meses, não interessa, todo cara que acha que o lançamento do tal filme É o acontecimento do ano age do mesmo jeito.

Primeiro é a euforia na fila, seja pra comprar o bilhete ou para entrar na sala. Esse sujeito fala o tempo todo e quase sempre sobre algo relacionado ao filme, seja para comentar como o mundo de Tolkien é ABSOLUTAMENTE perfeito e sem falhas, além de ser muito maior do que o filme sugere ou pra soltar aquel fun fact maroto das gravações do filme (quando é uma trilogia ou uma sequência é pior ainda), como daquela vez no primeiro filme do Indiana Jones que o Harisson Ford pegou uma diarréia e pediu pra cortarem a cena na metade, putz, cara, foi muuuuito hilário né véi? Não. Pelo menos não na fila do cinema.

Fila é um lugar chato, desagradável e inconveniente, que foi inventado somente pelo fato de que nossa física não permite que dois corpos ocupem o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, por isso ninguém fica contente numa fila, eu não quero ouvir histórias divertidas dos outros numa fila. Eu quero esperar numa fila pra poder entrar na sala do cinema, ponto.

Outro detalhe que irrita nesse sujeito é que ele é o cara que aplaude o filme (no início ou no fim) que faz comentários em voz alta sobre a relação do filme com a obra original (livro, gibi, etc) e ele vai se dividir em dois subgrupos:

1.1 – O cara que acha que o lançamento desse filme é o acontecimento do ano e GOSTOU DO FILME:

O que significa que quando você for assitir o filme já vai ser a terceira vez que ele está assistindo e que ele vai comentar sobre coisas que vão acontecer cinco ou dez minutor mais a frente, vai falar junto com o personagem algumas palavras ou “advinhar” o final das frases de efeito, ou até responde-las.

*Filme* “Luke, I am your father!”
*Maluco do seu lado* “NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!”

1.2 – O cara que acha que o lançamento desse filme é o acontecimento do ano e ODIOU O FILME:

Esse só deve assitir o filme uma vez. Vai ficar reclamando do filme o TEMPO TODO, falar das falhas da adaptação da história em voz alta, rir nos momentos de tensão e dizer que “no livro dava muito mais medo” além de que no final do filme ele provavelmente vai berrar algo como “que merda!” e vai embora. Perceba que esse cara é um pouco menos incômodo do que o cara que gostou do filme, e por isso eu acabo sempre torcendo que as adaptações do cinema sejam sempre abaixo das expectativas dessa galera.

Agora, se o cara tá indo ver o filme pela segunda vez, a contragosto porque foi arrastado pelos amigos, meu amigão, saia da sala, porque este seujeito vai fazer a mesma coisa que o caso anterior, só que com mais frequência, debochando do filme, vai querer que todos na sala pensem como ele e ainda vai se achar no direito de fazer todo esse drama, afinal de contas “Estragaram a minha obra favrita!”.

2 – Barulhentos:
Idade do pentelho: Praticamente qualquer idade, porém mais frequentemente crianças
Sexo do entelho: Homens predominam, ams se o caso for histerismo, mulheres ganham.

Este não precisa nem de muito detalhamento, é aquele cara que parece que veio pra sala para evitar que a sua experiência cinematográfica não chegue perto de ser agradável: Ele abre pelo menos doze sacos dos mais variados petiscos, ele fala nas horas inapropriadas (se for uma criaça é bem possível que grite nas horas mais inapropriadas), batuca na cadeira da frente chama o Maurício pra falar do cabelo da Patrícia e contar uma piadinha sobre a blusa esquisita do Roberto, enfim, não para de fazer barulho um maldito segundo na porra do filme, dando em você a vontade de pegar o canhoto do filme e socar goela abaixo do maldito e depois ir embora da sala.

3 – Brigões:
Idade do pentelho: Normalmente um zé-mané de meia idade.
Sexo do pentelho: Homens na maioria das vezes.

Você já deve ter presenciado esse cena. Você resolve assistir uma animação ou um filme cuja tarja é Livre, se conscientiza que lá dentro haverão dezenas e mais dezenas de criaças e que elas simplesmente não conseguem ficar quietas. Anestesia seu próprio saco, engole toda a raiva do mundo e entra na sala, disposto a suportar seja lá que atrocidade um monte de crianças juntas possam fazer.

Mas tem lá um imbecil, normalmente desacompanhado, que senta numa das filas do meio, do lado de uma senhora e seus dois filhos melequentos. Lá pras tantas o filho pequeno começa a chorar ou uma das criaças começa a implicar coma  outra e, num ataque de total ódio e fúria que somente o Michael Douglas num dia de fúria poderia nos demonstrar, começa a BRIGAR COM A CRIANÇA, aos berros mesmo e ao ponto de se levantar, exigir que os pais e os pentelhos saiam dali.

Não é preciso dizer que além do tom cômigo da briga é bastante chato você estar numa sala que rola um barraco, afinal de contas até alguém parar o filme, acender as luzes e chamar um segurança botar um dedo no rabo do cara e mandar ele vazar da sala você vai perder algum tempo do filme com os berros e os choros.

É engraçado, mas é um saco.

Bom, esses são os tipos que mais me encomodam numa sala de cinema. Eu me esqueci de algum que você detesta? Então manda aí nos comentários.

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Antes do post tenho umas coisas a dizer:
-O Blog não morreu
-Motta está sem internet por isso sua falta de posts
-Eu sou vagabundo, por isso minha falta de posts
Agora, vamos ao post

Você, amigo meu que le esse blog,  provavelmente ja aprendeu a baixar filmes (ou jogos) na internet. Agora, ver filme (ou jogar)  num monitor de, va la, 17 polegadas 4:3 não é muito legal. Você pode comprar um monitor maior tipo, 19 polegadas 16:9 com tela de LCD, mas para que gastar dinheiro se a sua TV da sala pode fazer esse trabalho? “Como?” você me pergunta, “Simples” eu respondo jovem padawan.

Apresento-lhes 3 maneiras simples de fazer isso:

Usando o cabo de Super-VídeoCaboSV

entSVComo identificar se você pode usar:
Tendo essa entrada na sua placa de vídeo e na sua TV você pode usa-lo.

Pros: Simples e barato, a maioria das tv tem entrada de super-vídeo assim como a maioria das placas tem uma saída se contar que muitas já vem com o cabo incluso o que lhe poupa do trabalho de comprar.

Contras: A qualidade da imagem é porca.

Usando o cabo DVIDVI


Pro: Ótima qualidade de imagem.

Contra: Poucas TVs possuem uma entrada DVI.

Usando Cabo HDMIHDMI


Pros: IMAGENS FULLHD BITCH!

Contra: Uma placa com saída HDMI é cara, muito cara.

E é isso ai, espero que tenho ajudado alguém com esse post feito sobre presão em 5 minutos, qualquer duvida comentem que eu respondo o mais cedo possivel.

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O texto a seguir não é inédito. Na verdade é um texto meu da época do Ôdeefe e que eu considero legal. Um dos projetos do Eidagarai! é salvar os poucos  ebons posts do Ôdeefe, em parte porque me lembram das minhas raizes blogueiras (caralho, raizes BLOGUEIRAS, eu definitivamente estou virando bicha…) e em parte porque são posts legais e que seria uma pena abandoná-los num lugar onde ninguém nunca mais os verá.

De quebra essa resenha vai inalgurar o quadro de resenhas do blog, você não devem esperar muitas resenhas positivas vindas de mim, eu realmente só sinto muita vontade de escrever sobre alguma coisa, quando a tal coisa me proporciona uma experiência tão abismal que minhas mãos praticamente digitam sozinhas as ofensas ao objeto em questão (sem maldade…). E a primeira resenha vê direto de 16/05/08 mais de um ano atrás, caraaaalho faz muito tempo, e trata de um dos films que mais me deram raiva de pagar para assistir, senhoras e senhores, com vocês: Speed Racer!

(algumas correções foram feitas no texto por motivos de uma melhor leitura, o texto é meu eu faço o que quizer com ele…)

— Speed Racer — 16 de maio de 2008

Bom, eu estava me preparando para escrever a resenha de Pulse (que é o filme mais abismal da minha vida… Ainda vou faze-la) quando me chamaram pra ir ao cinema assistir Speed Racer. Por algum motivo, no momento em que saí de casa imaginei-me fazendo uma resenha à respeito do dito filme.

Não deu outra, cá estou eu.

A pergunta que pode estar passando por vossas cabeças provavelmente é: Por que? O que fez este filme merecer uma resenha expressa dessas? A resposta é simples, eu venho por meio desta manifestar-me contra os irmãos Waitxololovisk (ou seja lá como se chamem) pela SACANAGEM que eles aprontaram. Falando sério, eu fui ao cinema achando que iria assistir à uma adaptação de um desenho, bem tosco diga-se de passagem (morram fãs chatos e incondicionais de animes!), e acabei vendo um clipe de Pink floyd tocando Lucy in the sky with diamonds dirigido pelo Jimmy Hendrix. A parada foi realmente sinistraça! Pra dizer a verdade, quando o filme terminou esperei ver algo como “Dirigido por Quentin Tarantino” nos créditos. Não que eu tenha alguma coisa contra o Quentin, eu até sou fã do cara, mas o filme era trash demais pra ter sido dirigido por alguma outra pessoa.

O enredo do filme é bem bobinho e por isso não merece muito destaque no filme. Na real mesmo, nem os próprios diretores se importaram muito com ele. É aquela velha história, Speed quer só correr, por que isto está no sangue dele, PORÉM o mundo tem homens maus que querem impedi-lo, mas nada disso é problema de verdade já que nosso herói, o magnânimo Speed racer, acaba correndo anyways. Na verdade Speedy ganha todas as corridas que disputa, exceto uma lá pro meio, pra mostrar que nosso herói não é tão invencível assim (mas mesmo assim foi um roubo! Você merecia vencer Speedy!!). O resto vocês já devem imaginar, ele dá um beijo na namoradinha, todo mundo amando o Speedy, eles ficam famosos no mundo, o corredor X é irmão do Speedy mesmo, essas paradas.

O que chamou atenção na película foi o excesso de efeitos especiais e cores. Até mesmo em coisas que vocês não imaginam que precisam de efeitos especiais. A impressão que o filme passa é que TUDO (inclusive o figurino) foi renderizado num computador. Para se ter uma idéia a casa do sujeito tem uma parede de cada cor e (claro!) foi gerada por meio de computação gráfica. Agora pensem vocês, se os efeitos foram utilizados até mesmo para economizar CENÁRIO, imaginem as cenas de ação. Meus caros amigos, se algum de vocês sofre de epilepsia, labirintite ou qualquer patologia deste tipo NÃO assistam Speed racer de JEITO NENHUM! Eu quase vomitei ou sofri um aneurisma diversas vezes no filme. Cada vez que um carro fazia uma curva, nossos amigos os irmãos Waialgumacoisa, faziam questão de lembrar-me que eles participaram da criação do filme. Assim que os carros entravam na tangente a tela girava, brilhava, piscava, entrava em vórtice e sacudia-se, até mesmo FLASH BACKS e rostos flutuantes eram inseridos aleatoriamente. O resultado disso tudo, como eu já citei anteriormente, foram dezenas de seqüelas cerebrais, como sinapses destruídas e perda da memória visual de curto prazo. Imaginem como foi dirigir de volta para casa neste dia. Meu cérebro, mesmo que inconscientemente, custava à aceitar que coisas fúteis como a gravidade e as leis da física ainda existiam. Eu tinha a sensação que meu carro iria sair voando em direção aos céus à cada curva que eu fazia. Eu imagino os diretores dançando e cagando sobre os túmulos de Einstein e Isaac Newton enquanto redigiam o storyboard das cenas de ação, a física não foi somente ignorada, ela foi literalmente FODERADA.

Esta imagem lembrou-me uma das curvas feitas por Speed.


Eu tenho a impressão que Hollywood desviou 97% do orçamento anunciado para a execução de 10.000a.C. para Speed Racer. Eu nunca tinha visto um filme com tantos efeitos visuais (percebam, isto não está sendo posto como uma coisa boa, na verdade isso se revelou uma grandessíssima bosta) como este. Eu poderia citar uma cena em particular do filme, que ilustra perfeitamente esse exagero de cores e rodopios que não visavam nada mais que dar-nos náuseas e dores de cabeça fortíssimas. Na reta final de uma das corridas, Speed resolve ultrapassar seus adversários por cima de uma série de coisas brilhantes que (obviamente) brilhavam nas laterais da pista, as coisas começam a explodir em lampejos de cores fumegantes seguidas de uma explosão, vinda de um grupinho de carros que entrou em autocombustão espontânea. O resultado disso foi uma tela fumegante cercada de luzes com o Mach 5/6/7/seilá no meio, a tal imagem então entra em rodopio, criando um vórtice avermelhado que acaba transformando-se em uma faixa quadriculada. Difícil de imaginar? Imaginem de assistir.

Não posso tirar alguns certos méritos do filme. De fato algumas cenas foram realmente hilárias (espero que propositalmente) e como foram as únicas coisas legais que eu vi em Speed Racer não irei contá-los. Na verdade se eu contar o fim do filme vocês não iriam nem notar.De fato eu já fiz isso, cerca de três parágrafos acima.

No geral o filme só vai agradar os fãs incondicionais e Xiitas do desenho animado. Se você for assistir Speed Racer com alguma expectativa, irá se decepcionar. No caso de você estar querendo ver a adaptação de um desenho clássico, no caso de você querer apreciar um bom filme ou até mesmo no caso de querer uma boa desculpa para comer pipoca, em todas as possibilidades Speed Racer é uma decepção retumbante.

E é isso. Já consigo ver, daqui a uns dois anos “Matrix 4, The regreat of Neo” tentando recuperar algum do antigo prestígio dos diretores, mas agora é tarde. O filme já saiu em cartaz e todos já viram a bela merda que ele é. Agora vão para os caralhos que os partam, irmãos Wathever, vocês e seus malditos efeitos especiais.

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