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Posts Tagged ‘resenhas’

O texto a seguir não é inédito. Na verdade é um texto meu da época do Ôdeefe e que eu considero legal. Um dos projetos do Eidagarai! é salvar os poucos  ebons posts do Ôdeefe, em parte porque me lembram das minhas raizes blogueiras (caralho, raizes BLOGUEIRAS, eu definitivamente estou virando bicha…) e em parte porque são posts legais e que seria uma pena abandoná-los num lugar onde ninguém nunca mais os verá.

De quebra essa resenha vai inalgurar o quadro de resenhas do blog, você não devem esperar muitas resenhas positivas vindas de mim, eu realmente só sinto muita vontade de escrever sobre alguma coisa, quando a tal coisa me proporciona uma experiência tão abismal que minhas mãos praticamente digitam sozinhas as ofensas ao objeto em questão (sem maldade…). E a primeira resenha vê direto de 16/05/08 mais de um ano atrás, caraaaalho faz muito tempo, e trata de um dos films que mais me deram raiva de pagar para assistir, senhoras e senhores, com vocês: Speed Racer!

(algumas correções foram feitas no texto por motivos de uma melhor leitura, o texto é meu eu faço o que quizer com ele…)

— Speed Racer — 16 de maio de 2008

Bom, eu estava me preparando para escrever a resenha de Pulse (que é o filme mais abismal da minha vida… Ainda vou faze-la) quando me chamaram pra ir ao cinema assistir Speed Racer. Por algum motivo, no momento em que saí de casa imaginei-me fazendo uma resenha à respeito do dito filme.

Não deu outra, cá estou eu.

A pergunta que pode estar passando por vossas cabeças provavelmente é: Por que? O que fez este filme merecer uma resenha expressa dessas? A resposta é simples, eu venho por meio desta manifestar-me contra os irmãos Waitxololovisk (ou seja lá como se chamem) pela SACANAGEM que eles aprontaram. Falando sério, eu fui ao cinema achando que iria assistir à uma adaptação de um desenho, bem tosco diga-se de passagem (morram fãs chatos e incondicionais de animes!), e acabei vendo um clipe de Pink floyd tocando Lucy in the sky with diamonds dirigido pelo Jimmy Hendrix. A parada foi realmente sinistraça! Pra dizer a verdade, quando o filme terminou esperei ver algo como “Dirigido por Quentin Tarantino” nos créditos. Não que eu tenha alguma coisa contra o Quentin, eu até sou fã do cara, mas o filme era trash demais pra ter sido dirigido por alguma outra pessoa.

O enredo do filme é bem bobinho e por isso não merece muito destaque no filme. Na real mesmo, nem os próprios diretores se importaram muito com ele. É aquela velha história, Speed quer só correr, por que isto está no sangue dele, PORÉM o mundo tem homens maus que querem impedi-lo, mas nada disso é problema de verdade já que nosso herói, o magnânimo Speed racer, acaba correndo anyways. Na verdade Speedy ganha todas as corridas que disputa, exceto uma lá pro meio, pra mostrar que nosso herói não é tão invencível assim (mas mesmo assim foi um roubo! Você merecia vencer Speedy!!). O resto vocês já devem imaginar, ele dá um beijo na namoradinha, todo mundo amando o Speedy, eles ficam famosos no mundo, o corredor X é irmão do Speedy mesmo, essas paradas.

O que chamou atenção na película foi o excesso de efeitos especiais e cores. Até mesmo em coisas que vocês não imaginam que precisam de efeitos especiais. A impressão que o filme passa é que TUDO (inclusive o figurino) foi renderizado num computador. Para se ter uma idéia a casa do sujeito tem uma parede de cada cor e (claro!) foi gerada por meio de computação gráfica. Agora pensem vocês, se os efeitos foram utilizados até mesmo para economizar CENÁRIO, imaginem as cenas de ação. Meus caros amigos, se algum de vocês sofre de epilepsia, labirintite ou qualquer patologia deste tipo NÃO assistam Speed racer de JEITO NENHUM! Eu quase vomitei ou sofri um aneurisma diversas vezes no filme. Cada vez que um carro fazia uma curva, nossos amigos os irmãos Waialgumacoisa, faziam questão de lembrar-me que eles participaram da criação do filme. Assim que os carros entravam na tangente a tela girava, brilhava, piscava, entrava em vórtice e sacudia-se, até mesmo FLASH BACKS e rostos flutuantes eram inseridos aleatoriamente. O resultado disso tudo, como eu já citei anteriormente, foram dezenas de seqüelas cerebrais, como sinapses destruídas e perda da memória visual de curto prazo. Imaginem como foi dirigir de volta para casa neste dia. Meu cérebro, mesmo que inconscientemente, custava à aceitar que coisas fúteis como a gravidade e as leis da física ainda existiam. Eu tinha a sensação que meu carro iria sair voando em direção aos céus à cada curva que eu fazia. Eu imagino os diretores dançando e cagando sobre os túmulos de Einstein e Isaac Newton enquanto redigiam o storyboard das cenas de ação, a física não foi somente ignorada, ela foi literalmente FODERADA.

Esta imagem lembrou-me uma das curvas feitas por Speed.


Eu tenho a impressão que Hollywood desviou 97% do orçamento anunciado para a execução de 10.000a.C. para Speed Racer. Eu nunca tinha visto um filme com tantos efeitos visuais (percebam, isto não está sendo posto como uma coisa boa, na verdade isso se revelou uma grandessíssima bosta) como este. Eu poderia citar uma cena em particular do filme, que ilustra perfeitamente esse exagero de cores e rodopios que não visavam nada mais que dar-nos náuseas e dores de cabeça fortíssimas. Na reta final de uma das corridas, Speed resolve ultrapassar seus adversários por cima de uma série de coisas brilhantes que (obviamente) brilhavam nas laterais da pista, as coisas começam a explodir em lampejos de cores fumegantes seguidas de uma explosão, vinda de um grupinho de carros que entrou em autocombustão espontânea. O resultado disso foi uma tela fumegante cercada de luzes com o Mach 5/6/7/seilá no meio, a tal imagem então entra em rodopio, criando um vórtice avermelhado que acaba transformando-se em uma faixa quadriculada. Difícil de imaginar? Imaginem de assistir.

Não posso tirar alguns certos méritos do filme. De fato algumas cenas foram realmente hilárias (espero que propositalmente) e como foram as únicas coisas legais que eu vi em Speed Racer não irei contá-los. Na verdade se eu contar o fim do filme vocês não iriam nem notar.De fato eu já fiz isso, cerca de três parágrafos acima.

No geral o filme só vai agradar os fãs incondicionais e Xiitas do desenho animado. Se você for assistir Speed Racer com alguma expectativa, irá se decepcionar. No caso de você estar querendo ver a adaptação de um desenho clássico, no caso de você querer apreciar um bom filme ou até mesmo no caso de querer uma boa desculpa para comer pipoca, em todas as possibilidades Speed Racer é uma decepção retumbante.

E é isso. Já consigo ver, daqui a uns dois anos “Matrix 4, The regreat of Neo” tentando recuperar algum do antigo prestígio dos diretores, mas agora é tarde. O filme já saiu em cartaz e todos já viram a bela merda que ele é. Agora vão para os caralhos que os partam, irmãos Wathever, vocês e seus malditos efeitos especiais.

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